Estás em cima da linha,
equilibras-te com muita dificuldade, tal é o cansaço e esforço acumulado.
Mas já falta pouco, estás quase na meta do teu objectivo onde terás o descanso desejado. Nem é a sensação de missão cumprida, porque esta não é a tua missão! Nem é o sentimento de tarefa fechada. É apenas o desejo de fugir e fingir que não é bem o que de facto é. É libertar o espírito e o corpo para algo mais aprazível e saudável, real, sincero e verdadeiro! O teu mar!
Mas ainda em cima da linha, cais! E espanta-te! Cais para o lado da missão por cumprir, que não é a tua missão! Que não é o teu mar! E o mundo desaba e desaba e desaba.
Sufocas, contorces-te, esperneias, gritas a plenos pulmões, em silêncio, sem um gesto, sem um enunciado! Em ambiente protegido as lágrimas caem-te. A dor e o desespero apodera-se de ti. E o mundo desaba! Mais uma vez o mundo desaba!
A certa altura alguém repara em ti. E ajuda-te. Alivio total! E a sensação de uma amargo de boca, porque este salvamento não devia ser para ti. Tu não pertences a este mar. Nem sequer devias cá estar...
O BOM: quem te ajudou e não quem mandou ajudar-te! Aqueles que te secaram as lágrimas e te deram o braços, aqueles que te levantaram e salvaram a tua missão, mesmo não sendo a tua! Porque tu não devias cá estar...Este não é o teu mar!
Àqueles que aqui se reconhecem : Obrigada por estarem comigo!